Análise: Dead Island

Você começa o game tonto e alcoolizado durante uma festa em uma ilha paradisíaca. O ambiente é propício para a diversão, curtição e para as estripulias de amor. O seu personagem, visto diretamente de primeira pessoa, cambaleia pelo meio das luzes coloridas que não param de piscar, até que finalmente cai semiconsciente no chão.

Um generoso segurança lhe oferece assistência até o seu quarto, quando de repente algo atinge o generoso homem e suja seus olhos com o que parece ser sangue. Mas o nível de confusão em sua cabeça não o deixa perceber que o homem acaba de ser atacado. Você, então, corre para o banheiro, limpa o rosto e vai para seu próprio quarto, onde toma remédios e, finalmente, dorme.

Esse é exatamente o início de Dead Island, novo game da Techland, distribuído pela Square Enix. O título foi largamente divulgado depois de um trailer cinematográfico (e fenomenal) mostrando cenas dos zumbis atacando os habitantes da ilha, só que “de trás para frente” (reverso), e agora foi lançado oficialmente para PC, Xbox 360 e PlayStation 3.

Dead Island conta a história de uma espécie de apocalipse zumbi, que afeta uma ilha na costa de Papua-Nova Guiné, na Oceania. Felizmente, você é uma das pouquíssimas pessoas que não são afetadas pela mordida das terríveis criaturas. Isso quer dizer: “adivinha quem que vai ter que salvar o dia?”.

A campanha principal do título possui em torno de 20 horas, sendo que se adicionadas as missões paralelas e a livre exploração do ambiente, o tempo de jogabilidade aumenta exponencialmente. Logo no começo do game, o jogador deve escolher um entre quatro personagens, sendo que cada um deles tem uma afinidade maior com um determinado tipo de arma. Depois disso, que venham os zumbis.

Armas, para que as quero?

Apesar de receber o título de First Person Shooter, o game não faz jus ao gênero. O que nesse caso é um ponto interessante. A ação ocorre toda em primeira pessoa, como usualmente ocorre nos FPS, porém, armas de fogo são os instrumentos menos interessante de todos os possíveis armamentos durante as batalhas.

Basicamente qualquer coisa que seja dura e com tamanho suficiente para bater em um zumbi pode ser usada como arma. Logo no começo do game, um remo deve ser usado para terminar com as primeiras criaturas que ameaçam o salva-vidas que lhe ajudou. Assim que o primeiro ato do jogo começa de fato, canos, chave-inglesa, vários modelos de faca e uma infinidade de outras possibilidades podem ser usadas para esmagar as nojentas criaturas.

Multiplayer cooperativo

A campanha principal do game permite que você compartilhe as dificuldades das missões com até mais três jogadores. E isso é extremamente simples: logo que você se aproxima de alguém que está vivendo um momento parecido com sua aventura, basta pressionar o botão indicado na tela para que você se junte à campanha dos outros jogadores.

A jogabilidade online permite que você compartilhe dinheiro, itens, além de facilitar bastante o percurso em meio aos zumbis. Por exemplo, quando você se perde um pouco e os outros membros da equipe já estão no ponto de checkpoint, você tem a possibilidade de se teleportar até o local necessário para continuar a história.

Zumbis: barulhos assustadores e diversão

Um ponto altamente notável no game é o grunhido emitido pelos diferentes zumbis. Realmente é a parte sonora mais bem trabalhada do jogo e a que mais marca os jogadores. Os sustos que os inimigos causam estão fortemente relacionados aos barulhos que eles fazem no momento de uma emboscada, por exemplo.

O game conta com várias “espécies” de criaturas mortas-vivas diferente, sendo que cada uma delas faz um som um pouco diferente. O jeito de matar os bichos varia um pouco em termos de estratégia, mas seguramente destroçar os zumbis é o que há de mais divertido no game.

Sistema de combate, evolução e possibilidades

O sistema de combate do game é muito simples, consistem em apontar o cursor para os bichos e bater. Simples, porém bom e efetivo. Conforme a pilha de mortos aumente, o protagonista vai ganhando mais pontos de experiência, que vão permitir passagem de nível e o ganho de novas habilidades e poderes.

O esquema para evoluir as habilidades do personagem é característico de RPGs, bastante intuitivo e de fácil acesso. As armas que o personagem carrega podem ser evoluídas também ou consertadas — também com o uso de XP ou dinheiro.

Entre razões e emoções: razão

O famoso trailer de lançamento do game mostrava uma sequência de eventos (de trás para frente) que indicavam um grande envolvimento emocional. Praticamente uma aventura psicológica, mais ou menos como o que ocorre em F.E.A.R. ou até um pouco na franquia Resident Evil. Porém, não é nada disso que acontece.

O enredo não é muito cativante ou emotivo. O envolvimento emocional com a história é efetivamente muito pequeno e, para ajudar, os personagens têm pouco apelo e fraca dramaticidade — facilmente notado quando alguma mulher grita desesperada por ajuda, mas sua expressão é de “nada”. Não precisa ser uma novela, mas toda boa proposta deve conter um mínimo de teor e complexidade de andamento.  A falta desses elementos gera a falta de identificação com os acontecimentos, inclusive com o próprio protagonista.

Qualidade visual pouco trabalhada

Logo no começo do game já se tem a impressão de que o visual do jogo não é nem um pouco empolgante. E isso continua ao longo de todo o resto da obra, com vários momentos de defeitos gráficos, como pop-in ou screen tearing. Por mais bonita que possa parecer, os gráficos da ilha não impressionam e a definição de expressões faciais é fraca. Em suma, o acabamento técnico deixa a impressão de que o game merecia um polimento maior.

Dead Island não é o que podemos chamar de um jogo “bonito”. O visual é no máximo “aceitável”, o enredo não é empolgante, as interpretações dos personagens não convencem e a ambientação sonora também não é uma das melhores já vistas até hoje. Sendo assim, o game vale apena? Muito!

A cooperação no modo multiplayer muito intuitiva e de fácil acesso, aliada à tradicional matança de zumbis faz a diversão do game ir para as alturas. A jogabilidade ajuda e o grande número de possibilidades do que fazer na paradisíaca ilha infestada torna o jogo perfeito para ser explorado por muitas horas. É só reunir seus amigos, combinar um horário e partir para cima dos zumbis.

Fonte: Baixaki Jogos
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